quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Volta. Fica. Não vá.

Se eu pudesse te falar agora? Eu falaria... Eu também to assustada. Eu também to assustada com tudo o que está acontecendo comigo. Não é só você que está surpreso comigo, eu também não to me entendendo. Só te peço que você releve, que você não me deixe. Só te peço que você me perdoe pelo o que eu te fiz, eu não tava em mim. Pedir pra você apagar da sua memória, assim como tá apagado da minha é pedir muito? Porque se não for, eu quero te pedir isso, esquece. Vamos voltar como era antes? Eu prometo que essa turbulência comigo vai passar, eu só preciso que você espere mais um pouquinho, bem pouco, eu prometo. Só de você dizer que vai ficar já vai fazer passar mais rápido. Por favor, não me deixa passar por isso sozinha tá? Já tá passando, e se você disser que vai ficar é capaz de passar na hora. Você vem comigo? Você fica? Fica na minha vida?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mas vou ficar aqui até que o dia amanheça...

Poucas são as emoções que movem, mas quando ás encontro, movo, me removo, não fico no lugar. Suspiro. Fecho os olhos. Sonho. Quão bom sonho. Ansiosa sem saber porque, ou saiba, mas esconda de mim mesmo. Pior que ansiedade por algo certo, é estar ansiosa por algo incerto, é não saber ao certo quando essa ansiedade pode vir a acabar.
Deixar a vida me levar, essa é a vontade, mas a frase clássica não é "Vou levando a vida"? Ah, quantos conflitos. Vivo esquecendo de mim, mas peço-te, se você puder não se esqueça.
A noite cai. Nada como um dia após o outro, e uma noite entre eles. O que faz sentindo hoje pela noite, amanhã pela manhã será bobagem.
É como se um caminhão tivesse me atropelado, como se exstisse um bicho raivoso querendo sair do meu peito e algumas pequenas borboletas voando bobas em meu estômago, isso já tem nome, paixão. Mas o pior que estar apaixonada é não saber pelo que ou pelo qual. Simplesmente paixão pelo o que há de vir, pelo incerto. A incerteza certamente esconde prazer, e como esconde.
E o coração não para de bater, ansiando por algo que ele mesmo desconhece, o desconhecido que o interessa tanto. Mas ele não desiste, ele quer muito isso. Sim, devo a juros para ele, mas como poderei pagar?
Continuo sendo movidas por cenas que vejo, ansiando pelo presente do próximo que aguardo ser real em meu futuro. Futuro. Quão incerto é você. Vivo te esperando, e realmente a esperança é a última que morre.
Meus devaneios tem nome, porém anseio por descobri-los.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Atuar

"Ser ator é algo a mais que atuar. É ser você mesmo, ser personagem, ser público. É colocar na mesma reta a alma, o corpo, a mente e o palco.
E essa paixão pelo teatro não cabe dentro de mim.
Poder ser tudo o que se dejesa é ser ator, que em cada apresentação, deixa o seu eu de lado, e mergulha profundamente em uma nova experiência, em uma nova vida, e coloca em prática todos os crimes de sua conciência, todos os desejos que ficam escondidos no mais oculto de sua alma, é poder se expressar sem froteiras. Sem limites.
Ser ator é permitir seu próprio 'eu', é se tornar que realmente é ao pisar em uma palco. É ter momentos esquecido que permanecem eternizados, é entrar em uma vida que é sua, porém, sem nenhum tipo de comprometimento. É poder entender a vida, vivendo-a e a vendo de fora. É mais que se possa explicar. É mas que as palavras possam dizer.
Atuar é a forma mais humana de se viver."
Victória Damasceno

sábado, 25 de dezembro de 2010

expressão.

Estou confusa com meus pensamentos e minhas vontades, com o mundo ao meu redor, com tudo. É um negócio muito louco, a gente não sabe de nada, eu vejo coisas que ninguém vê e ao mesmo tempo percebo tudo, vejo o fulaninho com ciclaninha, vejo um pouco mais que as palavras, as entrelinhas. Tento me perguntar porque mudei tanto ou porque sou assim. Seria parte de um ser humano fantástico que acha que pode mudar o mundo com suas decisões ou parte de um ser humano idiota, conturbado e problemático. Sinceramente, eu não sei. Só sei que não penso, ajo, vejo como as demais pessoas. É algo que ao mesmo tempo que eu acho frenético está me deixando louca. Tentar entender o porque de algo é muito desgastante. Ás vezes penso que não entender seria a melhor saída. Cuido das minhas palavras, cuido. Sei lá do que eu cuido. Me irrito. To me irritando pra cacete. Não agüento, porém agüento muito mais que sei que agüento, e penso que agüento muito mais que sei. A forma mais fácil de me expressar e fazendo um texto redundante, meio poético, mas minha cabeça sempre forma uma enorme poesia desconhecida, que não sei o final, nem o início, e sei lá se sei alguma coisa. Talvez saiba demais. Talvez saiba tão pouco que acho que sei alguma coisa. É como se cada palavra que viesse retirasse um peso que está não só sobre minhas costas, mas eu diria com a minha consciência. É coisa de louco, de louco mesmo. Eu talvez precise de um tratamento, de um psicólogo, talvez até de um psiquiatra. Viver é sonhar e a minha capacidade de sonhar transpõe limites, se é que existe algum limite pra uma imaginação deturpada e podre como a minha. Prefiro não me expor. Ou talvez só me expondo consiga alguma coisa. Quero pensamentos livres, quero ser livre dentro de minha cabeça. A única coisa que me persegue é eu mesma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Banheira

Deparei-me com uma banheira,
De sentimentos voláteis e cheia de devaneios.
Brincando com si mesma e sorrindo para mim,
Como alguém que te chama para uma nova diversão.
Vamos?
Não, o novo traz medo devido ao antigo.
Como a balsa que se foi levando os meus pensamentos.
Convidativa, amável, transbordava tanto, que seus sentimentos bateram em mim.
Olhando para os lados procurando alguém para poder abraçar.
Alguém chamado você,
e notei você procurando por alguém.
Lembrando de toda nossa tal utopia particular.
Sozinha, a banheira continuava a me convidar.
Trazendo ância.
Sentia borboletas voando dentro do meu estômago.
Lembrava-me do tempero de nossa comida,
De um olhar maroto, como uma fruta mordiscada por mim,
Sem gosto, sem vontade, com um pouco de ansiedade.
A banheira chamava-me com desejo.
Esticando suas mãos como quem queria me alcançar,
Tão longe ela estava,
mas de perto me chama para um abismo.
Sem pensar mergulhei,
Para descobrir novamente a utopia do desejo em poder te possuir.
Victoria Damasceno.